“Dos 1300 cursos que funcionavam, foram avaliados 612, dos quais 526 foram devidamente acreditados, na globalidade, entre 2016 e 2022”, revela Maria Chicote.
Segundo O País, um dos elementos de avaliação da qualidade dos cursos leccionados é a formação dos próprios docentes, que, na sua maioria, são licenciados e não têm o grau mínimo exigido de mestrado.
Maria Chicote considera que o problema parte do facto de existirem poucas instituições de ensino superior que leccionam o nível de pós-graduação.
“Há poucas instituições de ensino superior que ministram o nível de mestrado e o nível de doutoramento. Esses dados são importantes e devem sugerir-nos algumas políticas, porque sabemos que a docência do ensino superior também é garantida por docentes que devem ter, no mínimo, o nível de mestrado”, disse a presidente do CNAQ.
De 2016 a 2022, das 56 instituições de ensino superior que existem no País, apenas 13 foram avaliadas. O facto deveu-se à falta de fornecimento de informação das mesmas.
“Cabe às instituições de ensino superior aderirem a este processo e, como dissemos, a consciencialização de que uma instituição de ensino superior tem a obrigação de oferecer uma educação de qualidade não é automática, é um processo e uma questão de mentalidade”, afirmou Maria Chicote.
Face a esta situação, o Conselho Nacional de Qualidade do Ensino Superior alerta que se deve exigir a credencial de qualidade aos estabelecimentos de ensino em causa antes da inscrição no curso.
O Conselho Nacional de Qualidade do Ensino Superior foi criado em 2007. Contudo, devido a questões de logística e de recursos humanos, só começou a fazer a avaliação em 2016.
By: Enrick o blogueiro.

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